Neste 17 de outubro, registrou-se a passagem do Dia Nacional da Vacinação, uma data fundamental para se incrementar a prevenção de doenças que podem acometer a população no Rio Grande do Sul e no país, muitas com letalidade ou deixando danos permanentes. A eficiência das vacinas pode ser medida por alguns fatos relevantes. Entre eles, a constatação de que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) reduziu em larga escala a mortalidade infantil no Brasil e de que, por sua contribuição, houve um aumento da expectativa de vida de 30 anos entre as décadas de 40 do século passado e a década atual.
A proteção se dá em várias frentes e, nesse processo, a multivacinação ocupa lugar de destaque. Ela tem eficiência comprovada, a exemplo, da vacina da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, ou a tetra viral, que atua contra sarampo, caxumba, rubéola e a varicela, também conhecida como catapora, bem como em relação à febre amarela. Recentemente, pudemos verificar o quão decisivo foi a vacina contra a Covid-19, que, embora tivesse que ser efetivada com celeridade recorde, chegou a tempo de salvar milhares de vidas. Também não se pode esquecer vacinas fundamentais, como a da gripe, que evita que as pessoas sejam vítimas de enfermidades que se aproveitam do organismo enfraquecido. A lista é extensa, incluindo a defesa contra a poliomielite, que causa paralisia em membros, principalmente dos inferiores, notadamente na infância.
Os benefícios dessas conquistas são incontáveis e se incorporam à evolução da sociedade, que vai, cada vez mais, tendo meios de propiciar a todos os cidadãos e cidadãs melhores condições de vida, permitindo-lhes auferir um amplo bem-estar físico e psicológico, com um cotidiano saudável. Infelizmente, o panorama só não é melhor por conta de boatos que, erroneamente, atribuem efeitos nocivos à vacinação. Todavia, é preciso deixar bem claro que as vacinas salvam vidas e que o SUS oferta de forma universal o acesso a esse item imprescindível para a saúde pública.