Editorial

Data para fomentar a democracia no mundo

Os regimes democráticos precisam ser defendidos todos os dias do ano porque são os mais propícios para que os cidadãos possam ter vez e voz e influenciar diretamente os rumos de cada nação.

Apassagem deste 15 de setembro assinala a passagem do Dia Internacional da Democracia, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2027. A inspiração para essa iniciativa advém da Declaração Universal da Democracia, aprovada em 1997 por 128 países, incluindo o Brasil, sob inspiração da necessidade de promover e fortalecer os princípios democráticos em todo o mundo, uma vez que o autoritarismo nas suas diversas formas ainda se mantém à frente de uma grande gama de governos no cenário internacional.

Os regimes democráticos precisam ser defendidos todos os dias do ano porque são os mais propícios para que os cidadãos possam ter vez e voz e influenciar diretamente os rumos de cada nação. Somente nesses sistemas é possível visualizar eleições livres e justas, com a vontade popular sendo respeitada e expressa de forma legítima; ter a guarida de um estado democrático de direito, que garanta a legalidade para todos, sem exceções; usufruir da liberdade de expressão e imprensa, com as ideias circulando livremente, sem censura ao debate público; reivindicar a proteção dos direitos humanos, com o devido aporte da dignidade humana, da liberdade e da igualdade para todos. Ainda que nem sempre possamos ter uma coletividade inclusiva do ponto de vista socioeconômico, como seria o ideal de cada um, o certo é que a democracia é a única forma de governo que se permite ser aperfeiçoada a partir da ação individual e coletiva. Isso pode ser feito com a efetiva participação na vida política e social, cobrando transparências das instituições e dos seus representantes, defendendo os direitos dos segmentos vulnerabilizados e fomentando valores cívicos e solidários.

Num cenário internacional que se mostra conturbado, com muitos conflitos e tragédias recorrentes, como as migrações forçadas e as guerras, buscar a estabilidade institucional deve ser uma meta de todas as entidades e organismos comprometidos com o bem-estar dos povos no planeta. Essa meta de defesa das pessoas e do seu entorno só é exequível com democracia e justiça social.