Editorial

Data para realçar um segmento de extrema relevância

O cooperativismo é essencial para o desenvolvimento do Estado e do Brasil.

Neste 4 de julho, registra-se a passagem de uma data de extrema grandeza. Trata-se do Dia Internacional do Cooperativismo, instituído pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI). Esse segmento, de grande importância para uma economia solidária no mundo, tem uma enorme participação no PIB do Brasil e do RS, fomentando o desenvolvimento de ambos e realçando valores importantes de inclusão socioeconômica.

De acordo com dados consolidados em relação ao ano de 2025, o segmento cooperativista teve um faturamento de R$ 103 bilhões, representando 14% do PIB estadual. O total de associados chega a 4,4 milhões, envolvendo mais de 1/3 da população, marca impressionante. Ao todo, são cerca de 80 mil empregos diretos, sem falar nos milhares de postos de trabalho que surgem a partir dessa cadeia produtiva. O segmento está presente em 490 dos 497 municípios gaúchos, o que configura um percentual de 98,6% do RS. No tocante ao país, são mais de 20 milhões de associados em cerca de 4.800 unidades cooperativadas. A fatia do PIB corresponde a cerca de 11% e são em torno de 500 mil empregos diretos. As áreas de atuação são as mais variadas, como saúde, infraestrutura, transporte, consumo, serviços, agropecuária – responsável por grande volume das exportações –, crédito, na esteira da expansão das cooperativas financeiras, saúde, transporte e infraestrutura. Não restam dúvidas sobre a relevância do papel cumprido pelos cooperativados, tanto no mercado interno, produzindo para o consumo da população, quanto exportando para amealhar divisas imprescindíveis para alavancar nosso desenvolvimento.

Cabe ressaltar que toda a atividade econômica do setor é balizada por diretrizes inclusivas que norteiam todo o processo produtivo e distributivo da riqueza gerada. Entre elas, figuram inserção financeira das comunidades onde atuam, desenvolvimento regional, com forte presença no Interior e em pequenas cidades, resiliência econômica, com um modelo menos vulnerável a crises e com participação democrática dos associados, distribuição de excedentes, uma vez que as sobras retornam aos integrantes, fortalecendo o consumo e o investimento local, e a capilaridade, com incidência em localidades em que outros empreendimentos não atuam. Assim, podemos perceber que todo o sistema cooperativado é um ativo da nação, contribuindo de forma efetiva para o seu crescimento econômico.