Editorial

Demanda por mais inovação industrial

Esse quadro adverso foi alvo de um levantamento realizado pelo IBGE. De acordo com os dados levantados e divulgados nesta quinta-feira, a inovação na indústria teve um recuo em 2023 na comparação com anos anteriores.

Em meio a um cenário em que há notícias positivas para o país, como o baixo índice de desemprego e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), ainda há pontos que precisam ser mais bem equacionados para que a economia possa se desenvolver em todo o seu potencial. Um deles diz respeito à inovação no setor da indústria, que apresenta indicadores que demandam uma maior atenção por parte dos governos federal, estaduais e municipais. Afinal, este segmento é fundamental para que possamos ter um incremento no capital de conhecimento e domínio técnico aplicado à produção.

Esse quadro adverso foi alvo de um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os dados levantados e divulgados nesta quinta-feira, a inovação na indústria teve um recuo em 2023 na comparação com anos anteriores. A parcela de indústrias nacionais que apresentaram inovação no seu campo de atuação ficou em 64,6% do montante das empresas, em 2023. Conforme a Pesquisa de Inovação (Pintec) 2023, o percentual é inferior aos verificados em 2022 (68,1%) e em 2021 (70,5%). Para Flávio José Marques Peixoto, pesquisador do IBGE, empresa inovadora é aquela que lança no mercado um produto novo ou substancialmente aprimorado. Isso é muito importante não apenas para o mercado interno, mas também para possibilitar agregar valor aos itens tradicionalmente exportados, permitindo uma maior competitividade no comércio exterior, gerando um maior volume de divisas para a nação.

Esse estudo pode e deve servir de subsídio para que os órgãos especializados e encarregados das políticas públicas adstritas ao parque industrial brasileiro se debrucem sobre suas informações a fim de encaminhar as medidas tendentes a melhorar esse panorama. Por certo que o papel de vanguarda nesse sentido cabe ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Por detrás dos números, há uma realidade a ser melhorada em prol do nosso desenvolvimento econômico.