Num balanço apresentado pelo ministro Ricardo Lewandowski, foi divulgado que a Polícia Federal teve um incremento no seu desempenho na luta contra o crime organizado. Segundo ele, a força policial aumentou em 70% suas apreensões em 2024 na comparação com o ano anterior, cujos valores amealhados foram de R$ 5,6 bilhões e R$ 3,3 bilhões, respectivamente. Trata-se de um montante que descapitaliza as organizações criminosas, com o mérito de retirar delas recursos que poderiam ser empregados para financiar outros delitos, como assaltos a bancos e tráfico de animais, por exemplo. A repressão foi feita com êxito em ilícitos como tráfico de drogas e crimes ambientais, entre outros.
No momento em que se vê que os grupos delituosos aumentam seu potencial de desafiar a sociedade, é muito importante que as autoridades possam enfrentá-los com eficiência. Essa é a melhor forma de diminuir a criminalidade no dia a dia, reduzindo a sensação de insegurança que acomete nossa população, a ponto de privá-la de coisas simples, como o lazer e o deslocamento pelas áreas urbanas. Outrossim, é importante fixar que esse norte de retirar a capacidade de financiamento das associações criminosas também é uma linha seguida pelas forças de segurança do Rio Grande do Sul, que vêm conseguindo bons resultados nesse sentido. É essa interação e a atuação integrada que podem ser determinantes para que a coletividade possa reagir às ações dos delinquentes, que, não raro, chegam a ser ostensivas e desafiadoras, como no caso do chamado novo cangaço.
Por outro lado, é relevante ressaltar que as comunidades podem colaborar com as polícias com denúncias que podem levar aos autores das práticas criminosas. A inteligência policial precisa ser abastecida com informações idôneas sobre os meliantes, como forma de prevenir ou reprimir suas condutas. Esses subsídios serão fundamentais para a elaboração de políticas de segurança que sejam efetivas e exitosas.