Editorial

Dia para um direito e um dever

É importante que se diga que a participação popular nesse processo é da maior importância. Afinal, antes de morar nos estados ou na União, as pessoas moram em suas cidades, nas comunidades e nas áreas rurais.

Neste domingo, eleitores de 51 cidades brasileiras com mais de 200 mil eleitores, incluindo 15 capitais, irão novamente às urnas para escolher quem serão seus prefeitos e vice-prefeitos nos próximos quatro anos. No RS, são cinco municípios com segundo turno, sendo eles Porto Alegre, Caxias do Sul, Canoas, Pelotas e Santa Maria. Essa segunda oportunidade, conforme razões geralmente aventadas, propicia que os cidadãos dessas localidades possam fazer uma escolha ainda mais criteriosa, optando por um dos dois mais votados no primeiro turno. Das 497 municipalidades do Estado, apenas cinco terão votação para que os munícipes deem a palavra final sobre quem terá a atribuição de governá-los no quadriênio vindouro.

É importante que se diga que a participação popular nesse processo é da maior importância. Afinal, antes de morar nos estados ou na União, as pessoas moram em suas cidades, nas comunidades e nas áreas rurais. É lá que elas esperam melhorias na sua condição de vida, demandando serviços básicos na área de educação, saúde, saneamento, trânsito, apoio ao pequeno empreendedor, entre outros. E, para fazer isso, os mandatários precisam ter a mais ampla legitimidade, o que só se consegue com um sufrágio que conte com um massivo comparecimento público eleitor. Diante dessa realidade, surge como um grande desafio reverter a grande abstenção de 3 de outubro, que foi significativa em Porto Alegre e em Canoas, por exemplo, que apresentaram percentuais de 31,51% e de 31,83%, respectivamente. Aliás, frise-se que o voto válido dos que não se fizeram presentes nos locais de votação, por um ou outro motivo, pode, inclusive, influenciar nos resultados finais.

Dessa forma, fica o chamado para que todos, onde houver eleições, exerçam seu relevante poder de decisão neste dia decisivo. A democracia brasileira se afirma com este processo e dá aos brasileiros a prerrogativa de influir nos rumos do seu ente municipal.