Vivemos num tempo de celeridades nas demandas e nas vivências. Muito diferente de há apenas algumas décadas, quando os lapsos temporais pareciam mais estendidos e mais passíveis de serem administrados. Há muitos fatores para essa sensação, advinda de uma realidade fundeante, entre elas, o surgimento das novas tecnologias, que, ao mesmo tempo em que facilitam as interações pessoais, também fazem com que os indivíduos cumpram tarefas e encaminhem procedimentos sempre de forma cada vez mais pressurosa, causando até mesmo uma inédita ansiedade pelas interpostas urgências.
Viver esta época significa girar o cotidiano em torno de dois ativos inafastáveis, tempo e informação. O primeiro, que, como vocábulo, é polissêmico e pode significar um período determinado ou a existência contabilizada, é essencial para permitir que as pessoas se organizem no dia a dia para dar conta de seus compromissos. E essa organização não deve ser apenas para produzir ou labutar. Deve ser também para gastar de forma lúdica, esse tempo, como no lazer de um passeio, de uma viagem, de um esporte e por aí adiante. O segundo ativo é a informação. Ela é fundamental para que todos possam otimizar seus projetos e retirar deles o máximo possível. A informação qualifica o cidadão para demandar serviços públicos, formar um senso crítico e até mesmo para salvaguardar seu patrimônio de eventuais estelionatos. Na base de um grande contingente de golpes na praça, virtuais ou presenciais, está a desinformação como um nexo causal com as perdas financeiras, o que pode ser ilustrado pelas falsas centrais telefônicas, em que as vítimas são induzidas a transferir seus recursos financeiros para terceiros.
Nesta quadra em que vivemos, a reflexão cumpre um papel primordial. Precisamos ser sujeitos de nossas ações, planejando o tempo e filtrando informações a fim de nos tornarmos efetivos na condução diária de nossas vidas. Nenhum momento deve ser em vão, nenhum conhecimento pode ser negligenciado.