Editorial

Duas datas em prol da terceira idade

O envelhecimento da população é um fato e cabe a todos fazer com que ele ocorra da melhor maneira possível. Aqueles que tanto contribuíram para o bem comum merecem viver com tranquilidade essa fase da vida.

Neste 1° de outubro, registrou-se a passagem de duas datas relevantes que colocam os idosos e suas reivindicações no centro das atenções da coletividade. Trata-se do Dia Nacional do Idoso, instituído pela Lei 11.433/2006 no Brasil, e do Dia Internacional do Idoso, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1991. Ambas as efemérides têm como meta conscientizar sobre os desafios do envelhecimento e promover o respeito à dignidade dos idosos. De acordo com estimativas, temos 32 milhões de pessoas da chamada terceira idade no país e cerca de 1,1 bilhão de pessoas no mundo, o que corresponde a cerca de 15% da população global.

Esses dados ilustram bem a importância de ter políticas públicas que possam atender a esse segmento, de modo que ele tenha sua cidadania respeitada. Cabe proporcionar a eles saúde, mobilidade urbana, renda compatível e acesso a tratamentos preventivos e eficientes no âmbito das estruturas de saúde. No território nacional, ao menos temos o Sistema Único de Saúde (SUS), que precisa de melhorias, mas é muito útil para quem dele necessita. Infelizmente, em outros países, inclusive alguns mais desenvolvidos que o nosso, essa não é uma realidade presente, o que demonstra que é imprescindível melhorar esse suporte.

O envelhecimento da população é um fato e cabe a todos fazer com que ele ocorra da melhor maneira possível. Aqueles que tanto contribuíram para o bem comum merecem viver com tranquilidade essa fase da vida. Sua experiência não pode ser deixada de lado pelas gerações que os sucedem, pois o aprendizado que proporcionam é imensurável.