Editorial

Duas datas para realçar a relevância da pesquisa científica no país

A ciência é fundamental para alavancar o desenvolvimento nacional.

Neste 8 de julho, registra-se a passagem de uma data muito especial para o desenvolvimento do país. Na verdade, são duas efemérides. Num único dia, temos o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador Científico, indissociáveis entre si nessa relação que gera conhecimento a favor da coletividade. Ambas foram instituídas com foco na valorização da produção científica brasileira, visando homenagear a fundação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e buscando incentivar jovens e escolas a se aproximarem da pesquisa. Sem dúvida, trata-se de enfatizar a evolução social, econômica e tecnológica do país.

A ciência é de uma relevância ímpar no nosso cotidiano. Ela nos dá suporte na saúde, na geração de emprego e de renda, na descoberta de novas tecnologias, no aprimoramento das comunicações, na criação de novas técnicas de plantio, no incremento das formas de enfrentamento de doenças, na qualidade dos alimentos, na retenção de conteúdos que nos levam a novos patamares em diversas áreas do conhecimento. Todas as épocas têm a sua contribuição para a produção científica, constituindo um acúmulo intergeracional incrível e surpreendente a cada passo. A interpretação dos fenômenos científicos, com sua apropriação pela humanidade, é sempre uma página magnífica da nossa história. Em nível de Brasil, há muito por fazer para que o país possa desenvolver seu potencial no mundo e preparar as bases do seu crescimento socioeconômico, com inclusão e cidadania. Para tanto, há que despertar o interesse dos jovens nesse segmento tão imprescindível para o nosso futuro como nação. Nossos indicadores precisam melhorar, haja vista que estamos na décima terceira posição entre os países que mais investem em ciência, mas na 69ª colocação quando o assunto é o Índice Global de Inovação.

É ilustrativo desse déficit científico o baixo registro de patentes por conta dos nossos pesquisadores. Precisamos articular melhor nossos sistemas acadêmicos e produtivos. Universidades, empresas e governo precisam se articular com mais capilaridade para transformar nossos estudos de laboratório e assemelhados em produtos e soluções no curto, médio e longo prazos.