Editorial

Economia marcada pela criatividade

Visando fomentar a continuidade desses bons números e das boas perspectivas nesse mercado em que a criatividade é um ativo imprescindível, o governo federal está lançando um conjunto de diretrizes próprias para o setor.

A chamada economia criativa envolve um complexo setor de atividades que se valem da criatividade como principal esteio. Num espectro que vai desde a música e o cinema até o design gráfico e a moda, tais indústrias não apenas geram postos de trabalho como também alavancam a inovação e a competitividade em escala global. É intrínseca a esse segmento, o que o faz ser tão diferenciado, sua capacidade de se adaptar e de inovar constantemente. De acordo com levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua empregabilidade girava em torno de 7,5 milhões de trabalhadores no país no 4° trimestre de 2022. Trata-se de um potencial que precisa ser explorado, com investimentos e políticas públicas que contemplem os agentes econômicos que fomentam esse ciclo positivo de indubitáveis benefícios para todos.

Visando garantir a continuidade desses bons números e das boas perspectivas nesse mercado em que a criatividade é um ativo imprescindível, o governo federal está lançando um conjunto de diretrizes com o intuito de consolidá-lo como estratégico para o PIB. Trata-se da implantação da Política Nacional de Economia Criativa. Conforme a pasta, a meta é aportar para a consolidação da economia criativa como suporte para o desenvolvimento social, econômico e cultural do país. Diversas medidas foram anunciadas durante um evento do Ministério da Cultura nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, contando com a presença da ministra Margareth Menezes.

O Brasil tem um grande potencial econômico não apenas nos setores tradicionais, como no agronegócio e na indústria, mas conta com outras fontes relevantes, como a cultura e o turismo, sem falar na geração de energia limpa. A diversificação na produtividade abre caminho para incorporar as contribuições mais variadas, indo desde o artesanato até associações de catadores. Tudo o que o que o talento das pessoas pode transformar em bens e produtos é passível de ser aproveitado na luta pela sobrevivência das famílias no cotidiano.