Ao participar de um evento na cidade paulista de Buri, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou novamente a se pronunciar sobre investir em educação no momento em que o governo confirmou o congelamento de R$ 15 bilhões em despesas. Na próxima semana haverá o detalhamento de quanto cada órgão do Executivo federal terá de economizar. No entanto, Lula defendeu a aplicação de investimentos na área da educação ao discursar na cerimônia de comemoração dos 10 anos do campus Lagoa do Sino, da UFSCar.
Para o presidente, país importante não é aquele que exporta soja, milho e minério de ferro, mas que exporta conhecimento e gente para produzir coisas de valor agregado. “É com esse país que eu sonho e digo para os meus ministros que não utilizem nunca a palavra gasto quando estiverem falando de educação”.
O reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, em seu artigo (CP, 24/7) demonstra que o Brasil tem ilhas de desenvolvimento em momentos, mas em nível nacional o desempenho é fraco. No momento em que o RS começa a superar a maior enchente da sua história a educação deveria ter toda a atenção dos governos. A Coreia, apesar de enfrentar três anos de guerra, manteve a educação como prioridade. Há exemplos como os da Alemanha e do Japão que alavancaram o seu desenvolvimento depois de guerras e catástrofes tendo a boa educação como guia. O Estado e os seus municípios têm de compreender que não teremos futuro sem que as escolas sejam recuperadas, os professores valorizados e que a sociedade reconheça a importância da educação em todos os seus níveis.
Segundo o reitor, países asiáticos como a Coreia do Sul conseguiram alterar o seu patamar ao priorizar a educação. Em 40 anos o governo coreano aplicou 10% do seu PIB, com o funcionamento em turno integral das escolas. Outros como Singapura voltaram a dominar as primeiras colocações do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2022 tornando-se exemplos de desenvolvimento para o mundo.