Editorial

Em busca de novos mercados

Confirmando o êxito na busca de parceiros comerciais, vem em boa hora a informação de que o Mercosul, que tem no Brasil um dos seus líderes, fechou um acordo de livre comércio com a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta).

Num comércio global caracterizado por ser muito competitivo, é preciso que as nações busquem sempre abrir novos mercados, inclusive porque muito do aquecimento do mercado interno depende da geração de divisas, que vão propiciar as condições para que a economia local possa gerar empregos e distribuir renda. A par disso, a injeção de recursos fomenta o desenvolvimento em setores essenciais, como educação, cultura e ciência, além de favorecer a prestação de serviços em segmentos como saúde e saneamento, que são fundamentais para melhorar a qualidade de vida da população.

Nesse sentido, confirmando o êxito na busca de parceiros comerciais, vem em boa hora a informação de que o Mercosul, que tem no Brasil um dos seus líderes, fechou um acordo de livre comércio com a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta), organização formada por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. O protocolo será assinado hoje, no Rio de Janeiro, e chama a atenção por se tratar de um grupo de países que movimenta algo em torno de 1,4 trilhão de dólares no seu Produto Interno Bruto (PIB). A Efta, criada em 1960, é uma organização intergovernamental que reúne um contingente populacional de 15 milhões de habitantes, constituindo um segmento de alto poder aquisitivo e que poderá ser muito receptivo para os produtos das nações que integram o bloco sul-americano. Como o Brasil está na sua presidência temporária, o termo de cooperação comercial será capitaneado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) e será assinado durante a reunião de chanceleres do Mercosul, presidida pelo ministro e embaixador Mauro Vieira.

Neste momento em que o país prospecta outras parcerias para se reposicionar no ambiente negocial externo, é imprescindível que seus produtos encontrem novos consumidores em áreas ainda não exploradas. Somente assim será possível mitigar eventuais perdas, redirecionando as exportações e obtendo ganhos em relações comerciais profícuas e fruto de um saudável multilateralismo.