Certamente, uma das coisas que vai pautar o novo ano que se inicia é a preocupação com a saúde, seja na esfera individual, seja no âmbito coletivo. Não é à toa que um dos desejos mais recorrentes trocados entre as pessoas diz respeito a esse bem precioso para a vida de todos. Nesse sentido, é muito importante que o poder público continue cumprindo suas obrigações legais nessa área, bem como é fundamental que a sociedade siga se organizando e apresentando suas demandas para esse segmento tão essencial ao bem-estar da coletividade.
Posto esse contexto, cabe esperar que todas as campanhas de alerta sobre determinadas enfermidades, promovidas pelo Ministério da Saúde em conjunto com outros órgãos e fóruns especializados, sejam coroadas de êxito. Ao findar 2025, tivemos, em dezembro, duas campanhas relevantes: o Dezembro Vermelho, focado na prevenção e combate ao HIV/AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), e o Dezembro Laranja, com foco na prevenção e detecção precoce do câncer de pele. Agora, em janeiro, teremos dois motes essenciais para que a população possa se prevenir diante de dois males persistentes no território nacional. Trata-se do Janeiro Branco, que chama a atenção para a saúde mental e emocional, incentivando o autocuidado e o diálogo. Já o Janeiro Roxo visa enfrentar o estigma e promover o diagnóstico e tratamento precoce da hanseníase, doença infecciosa controlável, mas que inspira ações efetivas para se atingir a cura. Para disseminar informações sobre essas chagas, estão previstas diversas atividades, como palestras, mutirões de exames, assistência remota, capacitação de recursos humanos, entre outras.
A determinação de realizar essas advertências mensais precisa ser acompanhada dos investimentos necessários para que os objetivos sejam alcançados. A finalidade é nobre, mas ela precisa ter efetividade no cotidiano, preservando a integridade física e psicológica das pessoas e salvaguardando vidas.