Ao passo que o Brasil cobra que os demais países ratifiquem seus compromissos no rumo de um grande acordo climático, é preciso fazer o dever de casa na defesa do meio ambiente. Isso envolve realizar operações em defesa dos ecossistemas, da fauna e da flora, que se transformaram em fonte de riquezas para diversas organizações criminosas que atuam em todo o território nacional. Essas investidas ilegais, além de gerarem lucro fácil e indevido, servem para que esses grupos se capitalizem e, assim, possam financiar novos delitos, inclusive em cooperação com outras associações especializadas em determinados tipos de práticas delituosas.
Um desses delitos diz respeito ao tráfico de animais silvestres, que, não obstante o endurecimento das penas previstas na Lei 9.605/98, que foi recentemente revisada, continua a causar danos de monta à natureza, que precisa ter seu equilíbrio e, para isso, a preservação desses ambientes e de suas espécies é fundamental. Aqui mesmo no Rio Grande do Sul, áreas protegidas têm sido invadidas por caçadores que buscam aprisionar exemplares que vivem nesses lugares, seus hábitats naturais. Não obstante os esforços das autoridades e da sociedade para que essas condutas sejam reprimidas, ainda falta muito para que se consiga dar a defesa necessária para esses espaços. Nesta semana, uma operação deflagrada pela Polícia Federal e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro encontrou ao menos 33 animais que estavam sendo disponibilizados para o tráfico. Foram lavradas multas no valor de R$ 61,4 mil.
Essas ocorrências referidas fazem parte de uma ampla gama de crimes envolvendo a dilapidação ambiental, com consequências imprevisíveis para o nosso cotidiano e para o nosso futuro. Urge que se tomem as medidas capazes de controlar os delinquentes que usam meios escusos para auferir ganhos diante do patrimônio natural que a todos pertence.