Não bastassem as dificuldades do dia a dia, as pessoas ainda têm que se preocupar com as ações de milhares de meliantes que se dedicam a aplicar golpes, muitas vezes com danos irreparáveis para as vítimas. E o pior é que essas condutas vão se aprimorando com o tempo, contando, não raro, com a desinformação, com a boa-fé do público-alvo, como no caso dos idosos, e com um talento incomum para ludibriar os mais incautos, como no caso do célebre delito do bilhete premiado, que, volta e meia, não obstante ser antigo, volta a figurar nas páginas policiais.
Com o avanço das novas tecnologias, os delitos foram se aprimorando. São muitos, a exemplo do falso sequestro, feito por telefone; do golpe do cartão, geralmente feito por um pseudomotoboy; o do falso anúncio, quando um produto ou serviço inexistente é anunciado, resultando em prejuízo financeiro; o dos falsos investimentos, não raro envolvendo pirâmides financeiras: o do empréstimo em nome de terceiro, quando o estelionatário fica com os valores e o lesado com as dívidas; o da extorsão envolvendo nudes, quando o extorquido é levado a pagar para não ter as fotos divulgadas; entre muitas outras modalidades de crimes.
Um desses achaques que têm se tornado comuns diz respeito às falsas centrais telefônicas. O usuário recebe uma ligação que seria do seu banco, tendo a opção de bloquear uma possível compra, geralmente de valor elevado. A lógica da armadilha reside em fazer com que o cliente forneça as informações básicas da sua conta visando a uma transferência de recursos para uma outra conta. Para tanto, a lábia do estelionatário, que busca imitar uma central de atendimento, se mostra verossímil. Como se deveria saber, os bancos nunca fazem esse tipo de contato. E causa espécie que os criminosos obtenham números telefônicos para fins escusos sem serem fiscalizados pela Anatel. Em face da incidência crescente dessas ocorrências, cabe o alerta à população para que esteja atenta para não cair nos ardis de uma bandidagem que se recicla no seu ofício delituoso.