Editorial

Fórum em prol do meio ambiente

Uma dessas questões diz respeito à realização de conferências municipais prévias à 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente. A cerca de um mês do prazo estipulado, menos de 10% dos municípios convocaram tais fóruns localmente.

Os municípios brasileiros costumam apresentar queixas no sentido de que paulatinamente recebem mais encargos e menos verbas. Exemplos estariam nas áreas do ensino, da educação infantil, da saúde, entre outros. Muitas vezes, as limitações acabam por serem determinantes na organização de eventos e de captação de recursos para viabilizá-los. Dessa forma, iniciativas importantes acabam ficando prejudicadas por conta da falta de ferramentas, de pessoal especializado e de suporte do erário local.

Uma dessas questões que está se demonstrando como quase intransponível para as prefeituras diz respeito à realização de conferências municipais prévias à 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente. A cerca de um mês do prazo estipulado, menos de 10% dos municípios convocaram suas respectivas conferências do meio ambiente preparatórias para o grande fórum, onde serão aprovadas as diretrizes máximas que irão subsidiar as políticas públicas da União, estados e municípios.

Num país em que as tragédias climáticas têm se tornado tão recorrentes, é muito importante que os debates capazes de gerar subsídios para o estudo de soluções, que envolvem desassoreamento de cursos hídricos, reflorestamento, restauração da mata ciliar, destinação correta do lixo, proteção da fauna, da flora e dos ecossistemas como um todo, entre outros itens, possam ser travados de forma ampla e abrangendo todo o território nacional.

Essa participação por enquanto muito insuficiente precisa ser incrementada, uma vez que a participação e a conscientização das comunidades é essencial para que a conferência, prevista para ocorrer de 6 a 9 de maio de 2025, seja representativa e possa municiar as pessoas sobre a importância de cada um fazer a sua parte no rumo de um meio ambiente mais saudável e mais sustentável. Não podemos nos esquecer de que as tragédias climáticas que assolam o RS, o país e o mundo somente serão devidamente enfrentadas se tal combate figurar entre as prioridades da população.