Editorial

Fórum inédito em prol da infância

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por meio da ministra Macaé Evaristo, participou da 1ª Conferência Ministerial Global para o Fim da Violência contra a Criança, em Bogotá, na quinta-feira.

O Brasil é um país tradicionalmente voltado para a promoção dos direitos humanos e da dignidade humana. Nesse sentido, costuma envolver-se com iniciativas que visem proporcionar melhores condições de vida para as populações, notadamente no tocante aos segmentos mais vulneráveis, como mulheres, negros, idosos, pessoas com deficiência, povos originários, crianças e adolescentes. Esse viés se deve muito ao sentimento de solidariedade que é intrínseco ao povo brasileiro.

Agora, surge mais uma iniciativa a ser saudada. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por meio da ministra Macaé Evaristo, participou da 1ª Conferência Ministerial Global para o Fim da Violência contra a Criança, em Bogotá, na última quinta-feira. Ela reafirmou, perante a assistência internacional que se fez presente, oito compromissos assumidos pelo país visando à eliminação da violência contra crianças. Entre os pontos divulgados pelo governo brasileiro estão o desenvolvimento de um protocolo nacional integrado para atender crianças e adolescentes vítimas de violência, incluindo as que se dão em ambiente digital; a ampliação de medidas de segurança escolar e prevenção contra discriminação e discurso de ódio; bem como a aposta no diálogo entre níveis governamentais e diversos setores sociais para difundir uma cultura de prevenção de abusos e de maus-tratos contra esses infantes.

O fórum teve a participação de cerca de 200 países, o que dá bem uma ideia de sua representatividade. Da sua convocação, participaram a Colômbia com o apoio da Suécia, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre Violência contra Crianças e a Organização Mundial da Saúde. Seu ineditismo evidencia uma nova perspectiva na elaboração de políticas públicas cooperadas que possam arrefecer as adversidades enfrentadas na infância e na adolescência por quem ainda está em formação e precisa ser protegido física e psicologicamente para crescer de forma saudável.