Editorial

Foco contra a desinformação

Na busca da correção noticiosa, segmentos da sociedade civil e também órgãos dos entes federados, União, estados e municípios, vêm implementando medidas e estudando iniciativas que neutralizem essas ondas capciosas de falsas assertivas.

Numa sociedade marcada pelo advento das redes sociais, a informação correta passou a ser um bem inestimável. É assim, com sua circulação, que se pode combater boatos e fake news, que costumam ter um efeito danoso e extremamente pernicioso nas relações cotidianas, com um grande potencial de desagregação nas comunidades. Dessa forma, tornou-se de interesse público a elaboração de conteúdos acerca de como fazer com que as pessoas não sejam ludibriadas por ciclos de desinformação, muitas vezes, colocando sua própria vida e a vida de seus familiares em risco, como se constata no caso das vacinas, que sempre fizeram um bem enorme para a humanidade. Num tempo recente, vêm sendo alvo de teorias conspiratórias, inverídicas e sem qualquer razoabilidade.

Na esteira de fazer imperar a correção noticiosa, segmentos da sociedade civil e também órgãos dos entes federados, União, estados e municípios, vêm implementando medidas e estudando iniciativas tendentes a neutralizar essas ondas capciosas de falsas assertivas. E como isso não é um problema que se restringe apenas ao país, esse tema está incluído na pauta da 2ª Semana Brasileira de Educação Midiática, fórum de discussões e intercâmbio de experiências em educação e em jornalismo, com foco nos jovens, contando também com a participação do setor de comunicação e informação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU). Na abertura do evento, que se deu no dia 29 de outubro, com término neste 1° de novembro, o coordenador da entidade no Brasil, Adauto Soares, frisou que é importante disseminar o compromisso de bem informar a toda a coletividade.

Neste esforço em prol dos esclarecimentos necessários acerca de pautas importantes para as comunidades, é preciso também focar nos jovens, que podem ser decisivos em suas famílias e entorno para desfazer conceitos anticientíficos que acabam popularizados. Para que a verdade se imponha, é preciso lutar por ela todos os dias.