Entre as campanhas de junho, promovidas pelo Ministério da Saúde, está o Junho Vermelho, todo voltado para incentivar a doação de sangue, um gesto que salva vidas. O ápice da iniciativa será no dia 14 de junho, quando se registra a passagem do Dia Mundial do Doador de Sangue, instituído pela Assembleia Mundial da Saúde em 2005 e que é uma homenagem à data natalícia de Karl Landsteiner, um imunologista austríaco que descobriu o fator Rh e as várias diferenças entre os tipos sanguíneos.
O grau de solidariedade de uma sociedade pode ser medido de várias formas e uma delas, por certo, é o volume dos estoques de sangue disponibilizados para uso eventual em prol de pacientes necessitados em diversos procedimentos, como cirurgias complexas, casos de transfusões, doenças crônicas, neoplasias que demandem quimioterapias, entre outros. Há que se ressaltar que os benefícios não são só para quem recebe, mas também para quem doa, haja vista que essa pessoa, além da satisfação de ajudar seus semelhantes, recebe um feedback sobre seu estado de saúde, já que o seu sangue, ao ser analisado, passa por toda uma checagem que pode apontar enfermidades latentes que poderiam passar despercebidas. Como se vê, é uma via de duas mãos, um jogo de ganha-ganha, em que quem socorre um terceiro hoje, amanhã pode ser aquele que precise ser socorrido também.
Atualmente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,6% da população brasileira faz doações regularmente, o que está dentro do patamar recomendado pela entidade, mas ainda abaixo do ideal para atender todas as ocorrências hospitalares. Em 2024, a média de doações aumentou em vários pontos do território nacional, com alguns hemocentros registrando recordes de bolsas coletadas. Esperam-se mais campanhas de esclarecimentos e de conscientização para que, em todos os pontos de atendimento, haja estoques suficientes para suprir cada demanda em que alguém necessite desse líquido imprescindível para a vida humana.