O Ministério da Saúde está fazendo um chamado para que a população acorra aos postos de atendimento para realizar a imunização contra a gripe. Estão sendo ofertadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) as vacinas trivalentes, que protegem em relação aos tipos virais H1N1, H3N2 e Influenza B. O acometido por esta enfermidade está sujeito a febre alta, calafrios intensos, tosse seca e contínua e dores musculares, podendo evoluir para complicações respiratórias de maior gravidade. A prevenção em relação à propagação desse mal envolve uma cobertura vacinal abrangente, com adesão a maior possível em relação ao público-alvo.
Num primeiro momento, a prioridade da vacinação está voltada para os chamados grupos de risco, que abarcam crianças até seis anos, gestantes e puérperas, idosos com mais de sessenta anos, povos originários e quilombolas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da saúde, professores, forças de segurança e caminhoneiros, entre outros segmentos. Segundo o MS, a imunização garante uma redução do risco de casos graves e mortes provocadas por essa enfermidade. Não há incompatibilidade com outras imunizações do Calendário Nacional de Vacinação e, para a campanha de aplicação deste ano, a pasta está disponibilizando inicialmente um montante de cerca de 79,4 milhões de doses da vacina contra a gripe para atender os grupos prioritários. Até agora já foram aplicadas mais de 2,3 milhões de doses na primeira semana.
Vale lembrar que um organismo sadio fecha as portas para doenças oportunistas. É por isso que a resistência à vacinação é um ato que pode causar prejuízos não apenas na esfera individual como no âmbito coletivo, fragilizando os sistemas de defesa no tocante à possibilidade de infecções. Nesse sentido, cabe ouvir a ciência, que não se cansa de preconizar que os imunizadores são seguros e eficientes, salvando vidas e construindo uma resistência contra um mal que carrega uma letalidade em potencial que não pode, de nenhuma forma, ser negligenciada.