Editorial

Há um ditado que diz que, depois da tempestade, vem a calmaria. Trazendo essa assertiva popular para os dias de hoje, principalmente no Rio Grande do Sul, que vem de ser acossado pelas cheias de 2023 e de 2024, há que se agir para não contar apenas com a sorte e esse período sem incidentes maiores, como foi o de 2025, deve servir exatamente para tomar as iniciativas que possam mitigar ou impedir futuras tragédias como essas que se abateram sobre o Estado. Um outro ditado diz que não se pode ser pego de calças curtas, ou seja, não podemos ser surpreendidos por não termos aprendido a lição ou por não termos realizado a prevenção de forma adequada.

Diante desse tempo precioso que se teve para tomar as medidas apropriadas, é preciso que os entes federados, cada um na sua esfera de atuação, por meio dos órgãos e dos poderes constituídos, venham a público informar de forma ampla o que foi feito para reverter os fatores adversos que contribuem com essas catástrofes. Há demandas para serem equacionadas no curto, no médio e no longo prazos. Em sendo assim, há que se esclarecer para a coletividade como estão os projetos e programas voltados a enfrentar o problema dos grandes volumes de água, que geram extravasamento de rios e riachos, a exemplo do que ocorreu com o Guaíba, que recebeu grandes quantidades hídricas e não as conteve no seu leito, advindo a inundação de muitas áreas da Capital e de outras cidades da sua orla. Nesse sentido, há que se apontarem os serviços realizados, como a batimetria e o desassoreamento, a restauração da mata ciliar, a manutenção e ampliação do sistema de bombeamento, a desobstrução das bocas de lobo, a criação de canais para escape, a limpeza dos córregos, a permeabilização de áreas urbanas ou rurais, vias públicas com melhor absorção das precipitações pluviométricas, entre outros pontos.

Essas ações necessárias constituem um rol de ações a serem implementadas em todo o Estado. Prefeituras, governo estadual e União têm um papel a cumprir nesse cenário. O direito de informação das comunidades não pode ser negligenciado e é preciso que esses esclarecimentos, de utilidade pública, sejam prestados com celeridade. E que tragam boas-novas para todos.