Editorial

O tempo passou e estamos imersos em mais um Natal, um período de confraternização e de vivenciar na plenitude a solidariedade com a qual nos comprometemos durante todo este ano que já está batendo em retirada para dar lugar a uma nova era na história da humanidade. É chegada a hora de intensificar o convívio com a família e com os amigos, sem esquecer até mesmo aqueles que nos são desconhecidos, mas que também têm sua trajetória de vida e às vezes até precisam da nossa empatia, como pessoas com doenças ou mesmo com dificuldades para sobreviver. É a vez de olhar com compaixão nossos semelhantes e saber que somos todos passageiros da mesma nau chamada esperança.

É um momento privilegiado para praticar o bem, para amenizar as adversidades que se abatem sobre nosso povo das mais variadas formas. Urge participar de iniciativas que possam tornar o cotidiano em comum mais fácil de ser vivido, bem como de campanhas para arrecadar alimentos, doação de sangue, trabalho voluntário nas mais diversas áreas, promoção de atividades em defesa de crianças e adolescentes, mulheres, idosos e outros contingentes hipossuficientes. As disparidades sociais ensejam a oportunidade para tornar a coletividade menos indiferente e mais sensível aos sentimentos dos outros como forma de melhorarmos como seres humanos. Se a dor daquele que sofre ou a fome de quem não tem o básico na mesa não tocam o coração de quem pode ajudar, então algo está errado nesta construção coletiva que fizemos enfrentando muitos reveses e pensando que valeria a pena. Todavia, quando, neste ciclo natalino, vemos uma criança sorrindo e agradecendo, então podemos perceber que é possível edificar coisas grandiosas juntos.

Neste Natal, o desejo é que todos possamos ter saúde, paz, alegria e nossa dignidade respeitada. Que esta efeméride seja algo que toque no nosso interior e nos incentive a colocar nosso afeto a serviço de todos aqueles que fazem o nosso entorno mais saudável e mais feliz, com sorrisos francos e abraços apertados.