Editorial

Hora de união e de solidariedade

Esse quadro demanda ações conjuntas dos governantes nas três esferas, com o suporte da sociedade civil. Trata-se de alojar e fornecer o básico para os desabrigados, atendendo suas necessidades mais prementes.

Mais uma vez, o Rio Grande do Sul está às voltas com novas adversidades climáticas, repetindo um cenário desolador para muitas famílias, com as cheias invadindo suas casas e estabelecimentos comerciais, gerando danos de monta ao patrimônio de quem foi atingido por mais uma catástrofe apenas um ano após a grande tragédia das inundações de maio de 2024, que também foram precedidas de outros sinistros no ano anterior. Um levantamento das autoridades referente à situação em curso indica cheias em diversas regiões, incluindo a Fronteira-Oeste, o centro do Estado, o Vale do Taquari e o Vale do Caí. Já são quase cem municípios sob efeito das inundações e mais de 4 mil pessoas deslocadas, as quais precisam de abrigo, muitas com seus animais de estimação.

Esse quadro demanda ações conjuntas dos governantes nas três esferas, federal, estadual e municipal, com suporte da sociedade civil. Trata-se de alojar e fornecer o básico para os desabrigados, atendendo suas necessidades mais prementes. Isso inclui alimentação, produtos de higiene, água potável, vestuário, cobertores, calçados e outros itens essenciais, notadamente em relação a roupas de cama. Para tanto, é necessário que a população se informe dos pontos de recolhimento das doações e que, se for doar recursos financeiros, busque confirmar a veracidade de eventuais números de Pix anunciados para não cair em golpe financeiro. Neste momento, o mais importante é ajudar da forma que for possível para amenizar esse drama coletivo, mas sem que se esqueça de cobrar do poder público uma prestação de contas do que foi feito até agora para enfrentar esse problema e o que pode e deve ser realizado no curto, médio e longo prazos.

Pouco mais de um ano depois, o Estado volta a ser alvo de graves consequências em face de intensas precipitações pluviais e deslocamentos fluviais que levam os rios a extrapolar o seu leito. Isso demanda medidas imediatas de acolhimento e iniciativas estratégicas de prevenção contra essas ocorrências danosas e de uma regularidade assustadora.