A infância é uma fase decisiva da vida de qualquer pessoa e a criança precisa ser protegida em sua integridade física e psicológica. Nesse sentido, a imunização vacinal cumpre um papel fundamental, inclusive a partir da gestação, quando a mãe tem o dever de proteger o feto e garantir que seu bebê nasça e cresça forte e saudável. Para tanto, existe toda uma rede protetiva consubstanciada SUS, que tem a função de lhe garantir a assistência necessária nesse ciclo que envolve o exercício da maternidade.
Uma das formas mais consagradas de se garantir a imunidade desse bebê desde sua concepção se dá por meio da vacinação. É por isso que preocupa o que hoje está sendo chamado de hesitação vacinal no tocante à aplicação de doses nas gestantes para evitar que males como a coqueluche, a difteria e o tétano acometam futuramente os fetos que ainda estão no útero da mãe. De acordo com um levantamento das autoridades, em 2023, a cobertura da dTpa, ou tríplice bacteriana acelular, que protege contra as três enfermidades referidas, foi de apenas 75%. A meta de superar 90% ainda está distante e isso se deve a uma série de adversidades, como os horários de atendimento e a disponibilidade de profissionais para realizar os procedimentos, bem como a onda de desinformação que está se disseminando no país, as chamadas fake news, sobre eventuais efeitos colaterais das vacinas. É por isso que chagas como o sarampo e a coqueluche, das quais o Brasil conseguiu ficar imune, agora se sobressaem com vários casos em todo o mundo e somente uma ampla abrangência vacinal poderá impedir que elas voltem a ocorrer no território nacional.
Diante desse quadro, resta melhorar o acesso das grávidas ao SUS e realizar campanhas de esclarecimento para que as famílias compareçam às unidades de saúde para garantir a saúde de suas crianças, notadamente as futuras mamães em período pré-natal. A prevenção é o melhor caminho para não correr o risco de parir seu infante com doenças que poderiam ter sido perfeitamente evitadas.