Construir uma sociedade mais acolhedora e mais solidária é uma imensa tarefa que deve unir cidadãos, governos, sociedade civil organizada e o setor produtivo. Todos devemos estar atentos e compromissados para incentivar práticas diárias que apontem para consensos e para a pacificação social permanente da nação, com avanços que impliquem mais inclusão e melhores serviços em áreas essenciais, a exemplo da educação, da saúde, do saneamento, da mobilidade urbana, da geração de emprego e de renda, entre outras.
Esses objetivos amplos precisam estar amparados em condutas individuais e coletivas que somem cotidianamente neste sentido. É dessa forma que, com foco no interesse coletivo, se poderá construir relações mais sólidas e mais urbanas numa nação como a nossa, com uma população de milhões e dimensões continentais, com problemas estruturais sérios a serem deslindados, como fazem ver os acanhados indicadores de desenvolvimento humano, muito aquém das possibilidades de uma economia que está alinhada entre as dez maiores do planeta. Mas o que seriam as habilidades e os conteúdos que os cidadãos poderiam aportar visando à edificação de uma coletividade com mais harmonia social? Podemos arrolar diversas iniciativas, como um curso de primeiros socorros que pode ajudar a salvar vidas em uma emergência; o aprendizado de Libras, para interagir com pessoas privadas da audição, visando sua maior inserção no seu meio; um curso de alfabetização para ajudar pessoas a aprender a ler em meio a um contingente de milhões de analfabetos, pois essa não é uma tarefa apenas da escola. Nisso se insere também o trabalho voluntário, que tem seu viés de empatia com os segmentos mais vulneráveis.
Pode até parecer um pouco simplista, mas podemos dizer que o lema dos mosqueteiros da clássica obra de Alexandre Dumas continua atual e válido. “Um por todos e todos por um” é uma máxima que mostra que temos mais coisas que nos unem do que coisas que nos separam. Tudo o que pudermos fazer pelo bem comum é imprescindível para que tenhamos melhores dias como povo.