Editorial

Inovação em prol dos biomas

O Instituto Invento está anunciando a criação de técnicas inovadoras de prevenção e combate ao fogo. As tecnologias surgem como resposta ao desafio imposto pelas queimadas e seu rastro de destruição.

Todos os anos, os diversos biomas do país, como o Pampa e o Cerrado, bem como o Pantanal Mato-Grossense, são alvos de incêndios que devastam os ecossistemas, com consequências trágicas para a fauna, a flora e, por tabela, para a vida humana, uma vez que esse desequilíbrio ambiental influencia nas temperaturas e na distribuição das chuvas, alterando a relação das comunidades com seu entorno. Elaborar e aplicar políticas públicas preventivas nesse sentido é fundamental, bem como é imprescindível investigar esses eventos quando eles são criminosos, com autoria de pessoas inescrupulosas voltadas para o desmatamento e o lucro fácil. Para se ter uma ideia, em 2024, o Cerrado teve 9,7 milhões de hectares queimados, sendo 85% em territórios de vegetação nativa.

Visando agregar no sentido do enfrentamento desses sinistros, o Instituto Invento está anunciando a criação de técnicas inovadoras de prevenção e combate ao fogo. As tecnologias surgem como resposta ao desafio imposto pelas queimadas e seu rastro de destruição. Em conjunto com pesquisadores, agricultores e brigadistas voluntários e a equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a entidade apresentou cinco soluções inteligentes e acessíveis para realizar o enfrentamento. As tecnologias são de baixo custo e visam preservar as áreas da ação do fogo, o qual incidiu com recordes no ano passado nos lugares atingidos. A partir de um convite do instituto para 25 especialistas, tomaram forma as iniciativas anunciadas. Elas envolvem bombas costais elétricas, reservatórios de água, acessórios para roçadeiras que permitem combater o fogo de turfa (ou fogo subterrâneo), protocolos de desenho de propriedades resilientes ao fogo e sensores de monitoramento do solo e clima.

A partir dessas alternativas, resta esperar que haja previsão orçamentária e investimentos para que o esse drama coletivo que se repete ao longo dos anos seja equacionado da melhor maneira possível. Há vidas e espécies a serem preservar e não se pode economizar esforços para salvaguardar nosso meio ambiente.