Editorial

Inovação na indústria nacional

Para incentivar o desenvolvimento da indústria nacional, o governo federal está anunciando o incremento do programa de inovação do BNDES. É o maior montante de recursos da série histórica iniciada em 1995.

Num cenário de grande disputa pelos mercados externos, é fundamental que a indústria brasileira possa inovar e aproveitar a parceria com o setor primário para, assim, oferecer novos produtos para parceiros no exterior e mesmo no mercado interno, marcado por exportações de itens que, muitas vezes, poderiam ser produzidos nacionalmente. Isso vale também para o desenvolvimento de novas tecnologias que possam ser aproveitadas não apenas para incluir o país de vez nos meandros da rede mundial de computadores, nas pesquisas e descobertas científicas e no processamento de sua incomparável matéria-prima para criar novos produtos. A importação de componentes, por exemplo, torna o país dependente de nações desenvolvidas, situação que poderia ser amenizada com a implementação de novas políticas elaboradas em conjunto com os setores público e privado.

Para incentivar esse processo de autonomia e de desenvolvimento, o governo federal está anunciando o incremento do programa de inovação do BNDES. De acordo com informações prestadas pela própria instituição, os recursos disponibilizados para projetos de inovação totalizam R$ 5,9 bilhões somente nos primeiros oito meses do ano em curso. Esse volume supera a soma das aprovações de 2019 a 2023. Tal montante é o maior da série histórica iniciada em 1995, considerando os dois primeiros quadrimestres, e deverá ser uma oferta de crédito direcionada para micros, empresas pequenas e de médio porte. Para o presidente do BNDES. Aloízio Mercadante, o Programa BNDES Mais Inovação será muito relevante para a geração de emprego e renda.

Como bem se sabe, o papel de um banco público pode e deve ser estratégico para fomentar o crescimento econômico. O que se espera é que, no caso concreto, o BNDES seja célere na liberação dos financiamentos, facilitando o acesso às verbas para que os investimentos produtivos sejam viabilizados. A burocracia, que não exclui a cautela com recursos do erário, não pode ser invencível para os tomadores dos empréstimos.