Editorial

Integração com as forças policiais

A atuação policial preventiva e repressiva se faz extremamente necessária. Em tal sentido, cada vez mais se torna oportuna a colaboração da sociedade com as forças policiais, subsidiando o trabalho das autoridades.

A criminalidade no nosso país é um fato. Muitos estudiosos se debruçam sobre esse tema e apontam causas variadas para esse fenômeno. Alguns apontam que o alto nível de delinquência se deve a razões sociológicas e econômicas, outros direcionam para uma busca de obter vantagem à custa do patrimônio alheio, sem faltar quem aponte o próprio histórico de quem pratica o delito, bem como os entraves no processo de ressocialização dos detentos. Diante disso, não se pode apontar uma única variável, mas é preciso identificá-las uma a uma e atacá-las de forma efetiva.

Nesse panorama, a atuação policial preventiva e repressiva se faz extremamente necessária. Em tal sentido, cada vez mais se torna oportuna a colaboração da sociedade com as forças policiais, subsidiando o trabalho das autoridades por meio de informações relevantes, estratégicas para o trabalho dos órgãos da segurança pública. Os meios de interação incluem, por exemplo, canais de denúncias para recebê-las com o devido sigilo, garantindo o anonimato. A partir daí, são efetivados os procedimentos pertinentes, inclusive, em sendo o caso, resultando em inquéritos que serão instaurados e, posteriormente, remetidos ao Poder Judiciário. Outra forma de participação está nos conselhos comunitários de segurança, que aproximam gestores e população para discutir questões pontuais do cotidiano, visando garantir mais estabilidade aos habitantes dessas localidades. Uma outra ação é pugnar pela elaboração de projetos técnicos que podem receber recursos dos entes federados, principalmente da União, que tem verbas para esse fim, as quais nem sempre acabam destinadas ao final do exercício financeiro, permanecendo nos cofres públicos.

Uma das principais questões dos dias atuais diz respeito ao grande número de feminicídios. A atuação preventiva não pode prescindir da ajuda dos que vivem no entorno da vítima. Esse é um claro exemplo de que a inteligência policial precisa ser subsidiada para agir de forma célere e eficaz.