Iniciamos a semana com o mapa eleitoral completo do país, que, neste domingo, inteirou a nominata de quem vai governar as cidades brasileiras por quatro anos nos mandatos que se iniciam em 2025. Muitos prefeitos foram reeleitos, outros voltaram ao poder e diversos dos eleitos terão a oportunidade de governar seus municípios pela primeira vez. No segundo turno, alguns resultados foram marcantes nas 51 municipalidades que tiveram eleições, incluindo 15 capitais. Em Porto Alegre, o prefeito Sebastião Melo (MDB) foi reeleito para mais um mandato, vencendo a petista Maria do Rosário. As demais cidades gaúchas que tiveram segundo turno elegeram Adiló Didomênico (Caxias do Sul), Airton Souza (Canoas), Fernando Marroni (Pelotas) e Rodrigo Decimo (Santa Maria). Em nível de Brasil, destaque para a maior urbe do país, São Paulo, que reelegeu o prefeito Ricardo Nunes, o qual recebeu o apoio do governador Tarcísio de Freitas.
Cabe ressaltar que, mais uma vez, a votação transcorreu sem maiores incidentes, demonstrando a maturidade dos candidatos e da população brasileira, que souberam reconhecer a importância de participar de um processo de escolha que tem muito a ver com as perspectivas de melhorar sua vida na localidade onde vive. São o prefeito, seu vice e os vereadores que estarão diretamente ligados a questões do seu cotidiano no tocante à educação, saúde, saneamento, trânsito, infraestrutura, mobilidade urbana, entre outros pontos, que deverão ser incluídas no orçamento municipal, bem como deverão receber a atenção na formatação de projetos e programas para obter financiamento, tanto do Estado quanto da União.
Deste processo eleitoral, sai fortalecida nossa democracia. A nota dissonante e que precisa ser alvo de reflexão das autoridades e da sociedade diz respeito à abstenção, que foi recorde na Capital (34,83%) e em Canoas (35,72%), bem como foi elevada nas demais cidades em disputa. Urge adotar medidas que possam impulsionar a participação popular em pleitos futuros.