Alguns temas costumam chamar a atenção quando mostram dados contrários ao que seria de se esperar, colocando a sociedade em alerta para prevenir determinados fatos que coloquem em xeque a tranquilidade expectada no cotidiano. Algumas estatísticas são preocupantes e precisam receber a devida atenção das autoridades e da sociedade civil organizada, bem como das comunidades onde existam segmentos mais vulneráveis a tais acontecimentos.
Nesse sentido, causam espécie os números divulgados pela organização não governamental Aldeias Infantis SOS envolvendo o número de acidentes que ocorrem no país com crianças e adolescentes entre zero e 14 anos. Segundo a entidade, em 2024, 121.933 infantes nessa faixa etária foram internados por conta de ocorrências de perigo à sua integridade física e psicológica. Em média, são 334 hospitalizações diárias, o que representa cerca de 14 internações por hora em face desses episódios. As quedas constituem a principal causa de lesões não intencionais desses menores, respondendo por 44% dos casos ou 54.056 internações. A seguir vêm as queimaduras, com 19% ou 23.412 casos, e acidentes de trânsito, com 10% ou 12.196 ocorrências. Outras causas de internação dizem respeito a intoxicações, com 3%, afogamentos, com 0,21%, sufocamentos, com 0,48%, e incidentes com armas de fogo, com 0,07%. Em tal contexto de constatada periculosidade, infelizmente, as mortes são uma decorrência lamentável e cerca de nove brasileiros de tão pouca idade morrem a cada hora, causando luto e comoção no seu entorno.
Diante dessa realidade tão angustiante, resta esperar que se adotem medidas que tenham o condão de ajudar na prevenção dessas adversidades trágicas. Entre elas, os cuidados com piscinas, com as redes elétricas, com materiais inflamáveis, com as tomadas elétricas, com brinquedos fabricados sem fiscalização e com o correto uso dos cintos de segurança. A vida é um bem precioso e ela precisa ser protegida desde sempre para que não seja ceifada por ações ou omissões que poderiam ser perfeitamente evitadas.