Entre muitos outros temas que foram tratados nesta cúpula do Brics no Brasil, como a formação do Conselho de Segurança da ONU, figura com realce a parceria para enfrentamento de doenças socialmente determinadas. Entre elas, aparecem com destaque chagas como tuberculose, hanseníase, malária, dengue e febre amarela, que são ocorrências frequentes em nações menos desenvolvidas, com um maior contingente de pessoas vivendo em situação de pobreza. A esse rol, podemos acrescer o sarampo, que se supunha erradicado a ponto de o país ter obtido, em 2016, uma certificação pelo êxito, embora tenha havido casos em 2019, com o controle sendo posteriormente retomado.
No sentido de subsidiar a proposição, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem uma expertise que pode ser muito importante para orientar os países integrantes do Brics, que tem em sua formação inicial Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, tendo incorporado outros países-membros, como Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia, e contando posteriormente com países parceiros, a exemplo de Malásia, Bolívia e Cuba. Esse conhecimento envolve desde a fabricação de vacinas até a realização de campanhas amplas de imunização, passando por uma série de procedimentos de baixa, média e alta complexidade, sendo todos esses serviços colocados gratuitamente à disposição dos usuários de forma universal. Trata-se de uma estrutura mundialmente reconhecida e que pode servir de paradigma para outras nações que queiram realmente priorizar o bem-estar de sua coletividade.
O compromisso com a saúde, assim como com a alimentação e com a geração de emprego e de renda, entre outros itens importantes, como a sustentabilidade, é um dos pilares para que os povos possam viver com dignidade no cotidiano. Isso precisa se refletir no índice de desenvolvimento humano (IDH) da ONU, indicando que os países do Brics estão envolvidos com a implementação de políticas públicas inclusivas e voltadas para uma maior qualidade de vida dos seus habitantes.