Editorial

Com a proximidade do verão e com suas chuvas eventuais, uma preocupação de monta ronda o país. Trata-se do advento de um período propício para a disseminação da dengue, uma doença transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado. Não obstante, para 2025, ser estimada uma queda nas ocorrências, que chegaram a 1,6 milhão em 2024, ficando na escala dos milhares no ano em curso, o que não deixa de causar apreensão, ainda há um grande contingente de brasileiros acometidos por essa doença, que se caracteriza por ser de prevenção coletiva, demandando ações articuladas para seu enfrentamento.

Os sintomas da doença são de causar dor e aborrecimentos contundentes. Abrangem febre alta súbita, dores de cabeça intensas, dores atrás dos olhos, dores musculares e articulares, náuseas e vômitos, manchas vermelhas pelo corpo, cansaço extremo. É preciso estar atento aos sinais que indicam a possibilidade de se estar com a enfermidade, que são, entre outros, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura ou desmaio e expansão do fígado. Em caso positivo de qualquer uma dessas situações, urge procurar assistência médica com urgência. Outrossim, cabe ressaltar que essa chaga tem uma versão potencialmente letal, a dengue hemorrágica, que pode envolver um quadro de choque sanguíneo, com perda de sangue e comprometimento do funcionamento cardíaco, resultando em uma diminuição da capacidade de fornecer nutrição adequada ao organismo.

Com um contexto de vacinas em fase de implementação, atacando essa patologia depois de instalada, cabe relembrar o quanto é valioso apostar na prevenção, que precisa do engajamento de toda a coletividade para acabar com os criadouros do mosquito disseminador. Para tanto, é necessário que recipientes com água parada, como pneus, bacias e outros utensílios, sejam esvaziados. Dessa forma, o êxito depende de um trabalho conjunto de todas as comunidades. O inimigo é pequeno, mas pode gerar grandes transtornos, incluindo mortes e danos variados à saúde. A união é peça-chave nessa guerra pela vida.