A questão da violência contra a mulher é um tema de extrema gravidade que repercute na família e causa impacto em toda a sociedade, uma vez que envolve o desrespeito à sua cidadania, com risco para sua própria vida. As estatísticas cada vez mais evidenciam a necessidade de elaborar políticas públicas eficientes para erradicar esse mal que atenta contra a integridade física e psicológica dessas brasileiras, que precisam ser protegidas contra os agressores, que, no mais das vezes, são pessoas do seu entorno. Segundo dados do 18° Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, houve piora nos indicadores e a violência contra a mulher apresenta incremento no país. Segundo o levantamento, as modalidades de violência envolvem homicídio e feminicídio, agressões em contexto de violência doméstica, ameaça, perseguição, o chamado stalking, violência psicológica e estupro. Ao serem somadas, as violências atingiram um montante de 1.238.208 de mulheres em 2023.
Essa realidade demanda ações concretas das autoridades, com recursos do orçamento para serviços como casas de passagem, qualificação profissional, creches, assistência à saúde, inclusive mental, punição de agressores e estruturação de uma rede protetiva, além de mudanças na legislação, bem como a expansão de instâncias especializadas, como juizados e delegacias específicas. A ação do Judiciário e dos governantes é essencial para sinalizar aos autores das condutas criminosas que eles não ficarão impunes. Nesse sentido, vem em boa hora a informação de que a Polícia Civil do RS inaugurou mais uma Delegacia da Mulher na Capital, o que indica uma disposição de continuar o processo de dar suporte a esse segmento vulnerável. Na ocasião, o secretário da Segurança Pública do Estado, Sandro Caron, enfatizou a importância de as mulheres confiarem na instituição e buscarem ajuda.
Os atos falam mais que as intenções. Essa inauguração mostra que as autoridades estão empenhadas em fazer com que haja uma reversão desses números tão indesejados quanto preocupantes.