Editorial

Novos golpes na mira das autoridades

As autoridades estão atentas para elucidar esses ilícitos. Por falar em golpe dos nudes, a Polícia Civil gaúcha acaba de efetivar operação para prender pessoas que usavam uma mulher jovem como isca visando à prática de extorsão.

O surgimento de novas tecnologias, assim como acelerou a comunicação entre as pessoas e trouxe novos parâmetros para todas as atividades humanas, a exemplo do esporte, da educação, da saúde, do saneamento, do funcionamento da máquina pública e de outros tantos campos que poderíamos elencar aqui, também permitiu à criminalidade incorporar novos métodos para praticar delitos e cometer crimes. As modalidades de estelionato, a título ilustrativo, aumentaram exponencial e desproporcionalmente como nunca se havia visto na história das sociedades modernas.

Para enfrentar a ousadia dos criminosos, também o poder público precisou se reciclar e se munir de novos métodos e equipamentos a fim de reprimir as iniciativas dos delinquentes, notadamente daqueles que enveredaram pelo caminho das possibilidades surgidas com a expansão da rede mundial de computadores. É nesse contexto que se verificam golpes como o do falso contato do banco, do Pix enviado por engano e que precisa ser devolvido, do falso aluguel por temporada, da oferta de produtos que nunca são entregues, da pescaria virtual de dados pessoais por meio do envio de mensagens eletrônicas com links maliciosos, além do aperfeiçoamento de velhos ardis, como o da troca do cartão de crédito por um falso motoboy, bem como a disseminação do golpe dos nudes.

Diante dessa realidade, as autoridades estão atentas e agindo para elucidar esses ilícitos. Por falar em golpe dos nudes, a Polícia Civil gaúcha acaba de efetivar uma operação para prender pessoas que usavam uma mulher jovem como isca para conseguir fotos comprometedores de usuários da Internet e, assim, extorqui-los. Através da Delegacia de Polícia de Capturas, em apoio à Polícia Civil do Distrito Federal, realizou-se o cumprimento de três mandados de prisões preventivas na Operação Falso Policial, uma vez que os delinquentes se diziam policiais. Isso evidencia o comprometimento dos órgãos de segurança, mostrando que a impunidade não vai imperar na comunidade gaúcha e no país.