Editorial

O auxílio aos necessitados na estação mais rigorosa do ano

A esperança na coletividade se renova no êxito de campanhas meritórias de ajuda.

O inverno, não obstante alguns dias de temperatura mais amena, continua muito forte no Rio Grande do Sul e, por isso, segue a campanha de recolhimento de agasalhos para a população mais carente. Eis uma iniciativa que, para o seu êxito, depende em muito da adesão da sociedade. Somente com esse engajamento será possível mitigar as adversidades por que passam os segmentos mais desfavorecidos diante dos rigores da estação mais fria do ano, o inverno. Ainda que se esteja no penúltimo mês desse período friorento, resta ainda um longo lapso temporal até seu término, o que torna extremamente importante a doação de itens como roupas e cobertores.

É preciso que se diga também que os bens a serem doados precisam estar em bom estado, uma vez que de nada adianta encarar esse gesto apenas como uma forma de se livrar de coisas que não se quer mais. É necessário também que estejam limpos e prontos para o uso. A empatia deve ser exercida com responsabilidade para que tenha o efeito desejado. Essa corrente formada entre quem doa e quem recebe faz bem a todos os envolvidos, pois leva a que a esperança na coletividade seja renovada. A pobreza deve ser vista como uma janela para gerar oportunidades para construir um mundo com menos desigualdades sociais. Além de objetos de vestuário, também podem ser entregues alimentos que servirão para mitigar a insegurança alimentar. Afinal, um organismo bem nutrido fica mais imune a doenças respiratórias, tão comuns nesta época, com muitas delas constituindo ameaça real à saúde, podendo ser letais ou deixar sequelas para sempre. Eis uma oportunidade de exercer a prevenção de uma forma efetiva no curto, médio e longo prazos, pois cada ação meritória cria efeitos que se prolongam no tempo.

Para participar, existem meios e canais que vão orientar os interessados em auxiliar outrem. Em geral, os centros de recolhimento estão localizados nas prefeituras, onde outras orientações podem ser recebidas sobre formas de exercer esse solidarismo tão necessário nos dias que se seguem. A ninguém deve ser imposta a pena de ser alvo de um sofrimento que pode e deve ser evitado.