Editorial

O Brasil tem um mandatário com novos desafios à frente do país

O povo brasileiro foi às urnas para escolher o futuro presidente e seis governadores.

Neste domingo, o país honrou sua tradição democrática e realizou o segundo turno da maior eleição da sua história. Das urnas, emergiram como escolhidos o presidente Lula, este reeleito para o cargo majoritário da nação, e cinco governadores que irão dirigir o destino de outras cinco unidades da federação, Espírito Santo, Acre, Tocantins, Rio Grande do Norte e Amazonas, bem como do Distrito Federal. Apesar da ampliação inesperada do horário de fechamento das cabines de votação, o processo ocorreu dentro da normalidade democrática, com um funcionamento regular da captação de votos em todo o território nacional e no exterior.

Mais uma vez, pôde-se verificar a força da nossa democracia. Foi significativo o fato de as ruas do país serem tomadas pelos correligionários dos candidatos, com bandeiras e carros buzinando, com deslocamento dos eleitores que demonstravam sua preferência, inclusive com adesivos, evidenciando suas opções. Havia um grande contingente de pessoas tornando este domingo um dia histórico para o futuro da nossa pátria. Não há como não saudar o funcionamento efetivo de uma das maiores democracias do mundo, com quase 160 milhões de cidadãos e de cidadãs aptos a exercer o seu poder de votar e dar a palavra final sobre quem irá representá-los nas instâncias de poder. O presidente eleito, agora, tem a tarefa de dialogar com um Congresso que lhe será, em grande medida de oposição, preparando-se para realizar uma gestão voltada ao bem comum, até porque, este poderá ser seu período derradeiro e nele deverá estar preparado para deixar um legado de desenvolvimento e de bem-estar para o povo brasileiro.

Com o novo mapa de gestão do país, tanto no Poder Executivo quanto no Legislativo, a tarefa agora é que, a partir do conhecimento dos novos eleitos, todos devem se unir para trabalhar em prol do Brasil. Estamos todos na mesma embarcação e a sorte de cada um pode ser a sorte de todos. Agora é o momento de pensar no bem comum da coletividade. Isso é um sinal de grandeza e de maturidade. O ditado de que a união faz a força emerge das urnas como uma sinalização de um compromisso inarredável com a nação brasileira.