Editorial

Estamos em um período de férias para as redes escolares e isso pode constituir um lapso temporal oportuno para que problemas históricos sejam enfrentados, notadamente na rede pública, com foco na infraestrutura das escolas e das salas de aula. Tais demandas estão presentes tanto no sistema de ensino da Capital como no do Estado, assim como nos sistemas de diversas cidades do Interior. Algumas questões são estruturais, como as que envolvem prédios, e outras de gestão, como as relacionadas com falta de recursos humanos para determinadas tarefas, como as das diversas disciplinas do currículo.

Com o advento das altas temperaturas, torna-se imperioso que os alunos desfrutem de um ambiente climatizado para realizar seu aprendizado. Sem dúvida, em meio ao desconforto, muitas vezes com evolução para mal-estares e doenças próprias de uma estação que mexe com o equilíbrio psíquico e corporal, não é possível ter-se um bom aproveitamento dos itens ministrados. O óbice, segundo muitos gestores, é que, além do custo dos equipamentos em si, existe toda uma elétrica defasada que impede que haja as conexões necessárias de forma eficiente. Isso exige investimentos que nem sempre estão previstos por falta de verbas ou, como, em geral, muitos acreditam, porque essa situação não seja uma prioridade dos diversos governantes dos entes responsáveis por articular o sistema dos ensinos infantil, fundamental e básico. Outrossim, também há relatos de furtos em escolas que já estão equipadas e com os equipamentos em funcionamento, o que só agrava o cenário, já que essas unidades acabam entrando na fila para serem supridas de novo. Isso mostra que também é preciso atentar para a questão da segurança pública, impedindo que o que já está em uso seja depredado.

Em tempos idos, apesar dos períodos tórridos desta época, não se vivia uma era de aquecimento global, que parece que não vai arrefecer tão cedo. Outrossim, a tecnologia disponível ainda se mostrava escassa, o que, evidentemente, não mais ocorre na atualidade. Dessa forma, urge que o poder público faça um planejamento bem-feito para que os infantes em idade escolar possam ter condições plenas para aprender e apreender os conteúdos. Com as escolas vazias, por ora, pode ser este o momento certo de tocar as obras visando um ano letivo exitoso.