De acordo com um documento elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), o Brasil enfrenta vários entraves para desenvolver seu potencial de competitividade no mercado global. Entre as causas, estão o custo da energia, a burocracia e a falta de inovação, problemas crônicos que atravancam seu desempenho na geração de divisas no comércio exterior. Isso acaba por afetar as finanças das empresas voltadas ao mercado externo e a economia como um todo. Em relação ao custo da energia, não obstante o país ter grandes possibilidades em energias limpas, como a eólica e a solar, o fato é que a tributação excessiva e os encargos setoriais, entre outros pontos, fazem com que o custo de produção e de entrega desse serviço se torne por demais oneroso aos consumidores finais.
No tocante à burocracia, a agilidade em liberações de novos empreendimentos ainda precisa melhorar muito para acompanhar o fluxo de investimentos. Também a falta de inovação é um ponto adverso, uma vez que a produção brasileira fica dependente de importar novas tecnologias e de dominar os protocolos de negociações amplas com os parceiros internacionais por não dispor da autonomia científica para entabular boas tratativas. Nesse aspecto, é muito importante capacitar nossa mão de obra para que ela seja ágil o suficiente para responder às demandas dos exportadores. Além disso, urge destravar acordos internacionais, como o do Mercosul, bem como prospectar novos mercados para a recepção dos produtos brasileiros, como carnes, soja, café e outros.
Todos sabemos a importante relação que existe entre exportações e mercado interno. É muito importante amealhar valores que possam ajudar a nação a ter os recursos necessários para serem aplicados em prol de seu desenvolvimento, muito disso sendo arrecadado a título de tributos. Essa equação é um jogo de “ganha-ganha” e, por isso, devemos buscar melhorar nossas condições para que venhamos a ser protagonistas no comércio globalizado.