Editorial

O devido combate contra a dengue

É importante usar repelentes e redes de proteção para impedir a entrada do Aedes aegypti nas residências. Só em Porto Alegre, há mais de cinco mil registros de dengue, o que demonstra um cenário a ser revertido.

Existem enfermidades que dependem em muito da ação das autoridades para serem coibidas, a partir da oferta de tratamentos e de fármacos, bem como de técnicas modernas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde. Para isso, são utilizados parte dos recursos cobrados dos contribuintes. Nesse caso, os usuários são chamados para usufruir dos serviços oferecidos com foco na preservação de sua integridade física e psicológica. Afinal, contribuir para o bem-estar coletivo é uma das contrapartidas do SUS.

Existem situações, no entanto, em que essa responsabilidade é compartilhada. É o caso da dengue, em que o tratamento é feito nas unidades de saúde, mas que depende previamente de todo um trabalho preventivo realizado pelos agentes de saúde e pelos moradores das cidades a fim de evitar o acúmulo de água parada em diversos recipientes que possam servir de criadouro para o mosquito transmissor. Também é importante usar repelentes e redes de proteção para impedir a entrada do Aedes aegypti nas residências. Somente em Porto Alegre, há mais de cinco mil registros de dengue, o que demonstra um cenário preocupante a ser revertido.

Este é um caso, por exemplo, que se assemelha aos cuidados que devem ser tomados pelas comunidades em relação ao cuidado com o descarte do lixo, em que o acúmulo indevido a partir de um descuido individual pode gerar volumes que irão bloquear o fluxo das águas nas bocas de lobo. É preciso que cada um faça a sua parte para que se chegue a um ponto de precaução que beneficie a todos.

A dengue é uma doença viral que pode causar febre alta, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, manchas vermelhas na pele, náuseas. Pode se apresentar na sua forma mais grave, a dengue hemorrágica, com sangramentos, pressão baixa, falta de ar e confusão mental, entre outras decorrências. Por sua potencial letalidade, precisa receber a devida atenção para ser contornada de forma efetiva. Trata-se de uma guerra que só poderá ser vencida com a adesão coletiva.