O dia 8 de maio na história é uma data emblemática porque remete à derrota final do nazifascismo na Europa em 1945, há, portanto, exatamente 80 anos, inclusive com a importante colaboração da Força Expedicionária Brasileira (FEB) ao longo desse processo de anos de defesa dos ideais democráticos. Trata-se de um dia histórico porque assinala a rendição final da Alemanha, que, sob o domínio de Adolf Hitler, havia intentado um plano expansionista que subjugaria o continente europeu, também se expandindo para outras áreas do planeta. Seu apelo foi bem-sucedido depois do Tratado de Versalhes, que impôs condições para serem cumpridas pelos alemães, o que gerou uma crise econômica que foi terreno fértil para o discurso de Hitler, que subiu ao poder em 1933, como chanceler e depois se tornou absoluto no comando.
No governo, Hitler elegeu os judeus como alvos preferenciais e começou a se armar para invadir outras nações, como efetivamente fez com a França, Polônia, Dinamarca, Áustria, Grécia e União Soviética. Depois de muitos saques e exploração econômica, sobressaindo-se a tragédia dos milhões de mortos e dos campos de extermínio da etnia perseguida, os aliados reagiram e a Inglaterra ganhou o reforço dos norte-americanos e dos soviéticos para enfrentar o poderoso exército alemão.
Nessa sucessão de batalhas, a sorte da democracia ocidental estava em jogo. De um lado, as repúblicas e os regimes representativos e, de outro, governantes de uma linha ditatorial que colocavam seus interesses e os do seu grupo acima da vontade popular, destruindo as estruturas democráticas e buscando o poder para si e seus grupos econômicos e militarizados. Felizmente, depois de um rastro de destruição e milhões de mortos, os ditadores como Mussolini na Itália e Hitler na Alemanha foram enfim derrotados na década de 40. E o dia de hoje é considerado a data simbólica de uma vitória inspiradora para ideias como a de justiça, liberdade, igualdade e humanismo. Que tenhamos sempre ativa esta memória para que episódios assim nunca mais se repitam.