Neste 28 de maio, registra-se a passagem do Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade Materna. Trata-se de uma data muito importante na luta pela preservação da vida e da dignidade das gestantes, que precisam receber todo o suporte necessário para realizar o sonho singular da maternidade em condições plenamente seguras e com todo o aporte necessário. A efeméride foi instituída oficialmente por portaria do Ministério da Saúde, de 1994, e reforça o compromisso do poder público com a redução da mortalidade materna e com a melhoria da assistência obstétrica.
Os números são de causar preocupação profunda. Em 2026, o Brasil ainda enfrenta uma razão de mortalidade materna elevada, com montante de óbitos por 100 mil nascidos vivos. Programas como a Rede Alyne e protocolos de resposta rápida têm mostrado avanços, mas os resultados ainda são insuficientes por conta de causas estruturais que evidenciam desafios ligados à desigualdade no acesso e à qualidade da assistência. Nesse aspecto, a possibilidade de obter acompanhamento no pré-natal e na sequência dos acontecimentos, envolvendo o período antes do parto, o próprio parto e o lapso temporal do pós-parto. Em todos eles, a mulher, assim como o feto e o recém-nascido, precisa receber toda a atenção especial e diferenciada de que são merecedores, com os devidos exames e diagnósticos apropriados para cada fase e para cada situação. A mortalidade materna refere-se ao óbito de uma mulher desde a concepção até cerca de 42 dias após o término da gravidez. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), figuram entre as principais causas hemorragias graves; hipertensão gestacional, como pré-eclâmpsia e eclâmpsia; infecções; complicações decorrentes de abortos; tromboses e outras alterações circulatórias. Importante é saber que todos esses fatores podem ser prevenidos se tratados a tempo, garantindo à mãe a possibilidade de gestar com êxito e sem percalços.
Diante de todo o impacto psicossocial e emocional dessas perdas para as famílias e a coletividade, resta esperar que todas as parturientes possam receber o acolhimento do sistema de saúde. O surgimento de uma nova vida merece ser celebrado e esse momento deve ser de felicidade para a gestante e seu entorno, sendo o nascimento do filho a reafirmação da condição primordial e imprescindível que só as mães podem deter.