Editorial

O potencial energético do país

Uma das causas desses fenômenos danosos reside no aumento da poluição emanada do uso de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão. É por isso que é imprescindível diversificar a matriz energética, buscando substituir esses itens poluidores por energias renováveis.

Como grande parte da população vem entendendo a duras penas, o aquecimento global não é apenas uma teoria ou uma possibilidade futura, mas algo que já está nos acossando no dia a dia das coletividades. Exemplo disso são as frequentes tragédias climáticas, seja nas estiagens prolongadas, seja nas constantes inundações que a tudo levam de roldão, como foi o caso das cheias no Rio Grande do Sul no ano passado. O aumento das temperaturas ocorre em terra e em mar, como se pode observar na elevação das temperaturas nos oceanos, comprometendo a manutenção da vida marinha.

Uma das causas desses fenômenos danosos reside no aumento da poluição emanada do uso de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão. É por isso que é imprescindível diversificar a matriz energética, buscando substituir esses itens poluidores por energias renováveis. Nessa esteira, o Brasil se encontra em uma posição privilegiada, pois tem um potencial muito grande para produzir fontes não poluidoras, como hidrogênio verde, etanol, biomassa, energia solar e fotovoltaica. Em algumas delas, o caminho já está bem pavimentado, como é o caso da eólica, da solar e da biomassa, que ocupam, respectivamente, 12%, 7% e 9% do montante de energia consumida em todo o território nacional. Tais matrizes têm vantagens incontestes em relação às hidrelétricas, que fornecem 57% do total que utilizamos no cotidiano, pois elas dependem do volume de precipitações pluviométricas, as quais vêm sendo constantemente alteradas por conta de fatores que desestruturam o ciclo das chuvas e os volumes dos cursos de água que formam os reservatórios.

Diante desta realidade, é preciso que os programas e os projetos tendentes a tornar a nação independente do ponto de vista energético e um provedor do mundo tenham apoio no orçamento público e nos empreendimentos da iniciativa privada. Urge aproveitar o que a natureza nos oferece e usar isso a favor do meio ambiente e do nosso desenvolvimento econômico.