Editorial

Em maior ou em menor grau, o vandalismo atinge a maioria das cidades gaúchas. Em geral, são pichações, monumentos e equipamentos depredados, o que gera custos para o erário, além da perda de recursos que poderiam ser usados em outras áreas para atender demandas da população, a exemplo da educação, saúde, saneamento, iluminação, mobilidade urbana, infraestrutura, entre outras. São condutas criminosas que acabam destruindo bens da coletividade, inclusive aqueles de viés cultural, como no caso do busto do general José Gervásio Artigas, prócer da independência do Uruguai, que estava na Praça da Alfândega, levado do seu pedestal. Por falar na Praça da Alfândega, as estátuas de Drummond e de Quintana já foram inúmeras vezes alvo dos vândalos e, mais recentemente, também o busto de Caldas Júnior, fundador do Correio do Povo, foi furtado de seu lugar de origem.

Nesse contexto, também se inserem os contêineres da coleta seletiva do lixo na Capital. Matéria veiculada pelo CP informa que, desde a instauração de uma nova fase desse processo, em março de 2025, até agora, mais de 100 recipientes já foram incendiados desde então. O prejuízo para os cofres públicos municipais já está em torno de R$ 2,14 milhões até a primeira semana do ano. Trata-se de danos que todos pagam, seja de forma direta, como no caso dos usuários, seja de forma indireta, na forma do custeio. Também é preciso frisar que, não raro, essas ações dos delinquentes também atingem o patrimônio de terceiros, o que pode ser ilustrado pelo grande número de imóveis pichados por gangues nas áreas urbanas das grandes metrópoles, como também se vê em Porto Alegre. Nossa gente é ordeira e produtiva, mas alguns indivíduos antissociais conseguem estragar espaços que deveriam ser preservados para o uso comum das comunidades.

Diante desse quadro, as autoridades esperam que haja a colaboração da sociedade para identificar os autores desses crimes contra o acervo e o numerário dos entes federados. Existem canais para que as forças policiais sejam acionadas a fim de realizar as investigações devidas para punir os culpados por esses delitos reprováveis.