Editorial

Oferta de formação técnica

Aportando em prol da implementação da formação técnica de forma ampla, o MEC está lançando um programa de acesso a cursos técnicos nos institutos federais, denominado de Partiu IF, direcionado para alunos do Ensino Médio.

Em matéria de educação básica, é desejável que os estudantes egressos da educação básica, que vai desde o Ensino Fundamental até o Ensino Médio, terminem essa fase de suas vidas com o domínio de conteúdos básicos, como matemática, língua portuguesa, artes, ciências, entre outras, e com condições de ingressarem com propriedade no mercado de trabalho. Para isso, é fundamental que haja a possibilidade de, nesse tempo de aprendizado, cursarem formações técnicas que os capacitem para laborar em prol de sua sobrevivência. Nesse sentido, o papel do poder público nas três esferas, União, estados e municípios, é determinante para que esse intento seja alcançado.

Aportando em prol da implementação do ensino técnico de forma ampla, o Ministério da Educação está lançando o Programa Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades para acesso de estudantes da rede pública de ensino à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, chamado de Partiu IF. O anúncio foi feito pelo ministro Camilo Santana, em Natal (RN), nesta segunda-feira. De acordo com a iniciativa, a meta é preparar até 2027 cerca de 78 mil estudantes do 9º ano do ensino fundamental da rede pública que desejem ingressar nos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio, ofertados na rede federal. O orçamento do MEC para o projeto será de R$ 463 milhões e a proposta é de fornecer aos estudantes um valor no mesmo patamar do Pé-de-Meia, uma medida de incentivo financeiro que remunera, na etapa final do ensino básico, os alunos por seu desempenho e assiduidade. A prioridade para a inserção dos candidatos nos institutos federais observará critérios mais favoráveis aos jovens negros, quilombolas, indígenas e pessoas com deficiência.

Sem dúvida, é relevante qualificar a educação e a formação dos segmentos socioeconômicos mais desfavorecidos. É dessa maneira que eles poderão garantir no futuro um bom emprego e uma renda suficiente para suas demandas. O país precisa de uma mão de obra à altura do seu potencial de desenvolvimento.