Editorial

Oportunidade ímpar de escolha

Esse processo em aberto é particularmente sensível para o RS, onde mais de 90% dos 497 entes municipais foram atingidos pelas cheias, configurando a maior tragédia climática da história do Estado e do país.

Nesta sexta, teve início mais uma campanha eleitoral no marco do maior período democrático vivenciado até hoje no Brasil, iniciado a partir da promulgação da Constituição Cidadã de 1988. A partir de agora, os candidatos a prefeitos e vereadores dos mais de cinco mil municípios brasileiros poderão apresentar suas propostas para os eleitores, abrindo um debate sobre o futuro de suas comunidades. Sabe-se muito bem que as áreas urbanas e rurais das nossas cidades enfrentam muitos problemas e que boa parte dessas disparidades socioeconômicas pode ser mitigada com ações concretas dos governos e dos legisladores municipais.

Esse processo em aberto é particularmente sensível para o Rio Grande do Sul, onde mais de 90% dos 497 entes municipais foram atingidos pelas enchentes, configurando a maior tragédia climática da história do Estado e do país. Os postulantes aos cargos eletivos podem agora elencar suas propostas para melhorar a gestão pública e assim enfrentar problemas crônicos que vão desde o assoreamento dos rios até a gestão do lixo urbano, passando pela manutenção do sistema de contenção de cheias, a exemplo das casas de bombas, e pela recomposição da mata ciliar. Leis e projetos nesse sentido são imprescindíveis em uma questão de saúde pública e de bem-estar coletivo que não pode mais ser negligenciada. Tudo isso a par da atuação em serviços tradicionais, como educação, incluindo construção de creches, saúde, saneamento, trânsito, entre outros.

O regime democrático é marcado pelo fato de que são os eleitores que dão a palavra final sobre quem vai governá-los no período subsequente, bem como sobre os que terão a atribuição de elaborar as leis que haverão de nortear as condutas e as prioridades dos governantes nas três esferas, federal, estadual e local. Está se abrindo um período em que os cidadãos e as cidadãs poderão conhecer melhor os programas daqueles que querem estar à frente da condução das câmaras e das prefeituras a partir de 2025. Essa oportunidade é única e deve ser bem aproveitada por todos.