Neste ano em curso, registra-se a passagem dos 150 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul. Já vai longe aquela data de 20 de maio de 1875, quando houve a chegada oficial dos primeiros imigrantes italianos a Nova Milano, atual distrito de Farroupilha, sendo esta considerada a data simbólica da imigração. Desde então, desbravando lugares inóspitos e trazendo sua cultura e seus hábitos para serem incorporados aos dos habitantes locais, bem como igualmente sendo influenciados pelos costumes da época, os imigrantes foram se tornando habitantes consolidados destas plagas, impulsionando o desenvolvimento da província que escolheram para viver.
São muitos os segmentos que receberam o aporte dessa gente empreendedora. Entre eles, podemos citar a agricultura, com foco na viticultura, produção de alimentos coloniais, técnicas de cultivo; a indústria moveleira; o segmento metalúrgico, com tecnologia e processos produtivos oriundos da Itália e produção de maquinário industrial; a alimentação, com a produção de queijos, bebidas, embutidos e importação de produtos italianos, bem como a culinária típica; o turismo, com o enoturismo, festas típicas, museus e roteiros históricos ligados a rotas imigratórias. Embora não haja uma estimativa oficial, é certo que cidades ítalo-gaúchas, como Caxias do Sul, a segunda potência econômica do Estado, com destaque para setores de metalurgia, automotivo, móveis e vinhos, Bento Gonçalves e Farroupilha, contribuíram de forma significativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Trata-se de um pioneirismo que lançou à terra sementes e sonhos que ajudaram o RS a ser grande e pujante, inclusive com a criação de empresas e de cooperativas que se tornaram referência no país e no exterior.
Em meio a esta efeméride tão digna de comemoração, muitas atividades estão sendo organizadas para cultuar o legado desta etnia que tanto aportou para nossa conformação atual como povo. Trata-se de um passado sempre presente em nossa história e no nosso cotidiano, ajudando a construir nosso futuro.