As campanhas preventivas dos meses do ano sendo relacionadas com determinadas doenças são uma iniciativa de muito sucesso. É assim que temos o Setembro Amarelo, que trata sobre a prevenção ao suicídio, ou o Novembro Azul, cujo foco está no câncer de próstata. No mês em curso, denominado Outubro Rosa, o foco está na prevenção do câncer de mama, um mal que atinge milhares de brasileiras todos os anos, sendo a maior causa de óbito entre as mulheres. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, estima-se que, em 2025, serão registrados até 74 mil novos casos da doença.
Diante desta realidade, as autoridades alertam para a relevância da prevenção, com o diagnóstico sendo feito em tempo hábil para permitir o tratamento eficaz. Igualmente, é necessário realizar procedimentos que possam ajudar as pacientes a recuperar sua autoestima, a exemplo das cirurgias de reconstituição do tecido dos seios. O Sistema Único de Saúde (SUS) propicia o atendimento integral, com técnicas modernas e gratuito. Dessa forma, há que se cumprir a legislação que determina que, diante da suspeita dessa chaga, o SUS deve permitir o acesso aos exames em até 30 dias e, na hipótese de confirmação do acometimento, o início dos procedimentos médicos deve se dar em até 60 dias. O desafio está no cumprimento desses prazos, o que deve ser uma demanda da coletividade. O câncer não espera. O mês de outubro propicia alerta que precisam ser levados a sério. Apenas 22% das mulheres entre 40 e 49 anos realizaram mamografia na última década. Trata-se de mortes anunciadas que podem ser plenamente evitadas.