Editorial

Para além do número 400

As chances de superar as conquistas das edições anteriores são grandes, haja vista as inúmeras modalidades em que estaremos presentes nas Paralimpíadas 2024, em Paris. O Brasil competirá em 20 das 22 modalidades.

Vem aí o maior evento de inclusão das pessoas com deficiência em âmbito mundial e o Brasil, como grande potência esportiva que é, estará representado nas Paralimpíadas 2024, que tiveram ontem sua abertura na França. O país espera realizar a sua maior campanha nacional na história da competição e, para isso, está enviando uma delegação recorde, com 280 atletas, sendo 255 com deficiência, 19 atletas guia (18 para o atletismo e 1 para o triatlo), três calheiros da bocha, dois goleiros do futebol de cegos e um timoneiro do remo. Atualmente, somos detentores de 373 medalhas, com 109 de ouro, 132 de prata e 132 de bronze e a expectativa é que, além de conquistar a emblemática medalha de número 400, faltando 27 pódios para tal, possamos ter o melhor desempenho nesta edição, superando os Jogos do Rio (2016) e de Tóquio (2020), nos quais houve a conquista de 72 premiações em cada um deles.

As chances de superar as conquistas das edições anteriores são grandes, haja vista as inúmeras modalidades em que estaremos competindo. O Brasil estará em 20 das 22 modalidades: atletismo, badminton, bocha, canoagem, ciclismo, esgrima em cadeira de rodas, futebol de cegos, goalball, hipismo, halterofilismo, judô, natação, remo, tênis em cadeira de rodas, taekwondo, tênis de mesa, tiro com arco, tiro esportivo, triatlo e vôlei sentado. Somente o basquete em cadeira de rodas e o rúgbi em cadeira de rodas não terão atletas nacionais concorrendo.

Agora, de novo, as atenções mundiais se voltam para Paris e por uma causa meritória. Afinal, o esporte inclusivo é uma oportunidade ímpar para a realização do potencial dos atletas paralímpicos, além de constituir um direito das pessoas com deficiência. A promoção de inclusão social, educativa e no mercado de trabalho é imprescindível para o exercício da cidadania, o que também envolve a profissionalização na área esportiva. Ao superar seus limites e, de quebra, os preconceitos, esses brasileiros se mostram verdadeiramente vencedores, independentemente de láureas olímpicas, que não deixam de ser bem-vindas.