Editorial

Perspectivas de ampla vacinação

A situação é muito séria e exige um esforço comum entre o poder público nas três esferas e a sociedade civil, que tem a responsabilidade de colaborar com as autoridades no sentido de restringir a proliferação do agente transmissor.

Vem em boa hora o anúncio de que o governo federal vai promover a produção de uma vacina totalmente nacional contra a dengue, a ser disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde. Pelo que foi informado pelo presidente Lula em evento que contou com a presença da então ministra da Saúde, Nísia Andrada, a partir de 2026 serão ofertadas 60 milhões de doses inicialmente, buscando avançar na universalidade da imunização, abarcando todas as faixas etárias. O pedido de registro foi feito pelo Instituto Butantan em dezembro de 2024 e mostra a força da ciência brasileira, que merece receber mais incentivo e investimentos para poder realizar novos feitos em prol da população brasileira.

Como se sabe, a dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que tem seu criadouro natural em águas paradas em pneus, vasilhames não recolhidos e assemelhados. Seus principais sintomas são febre alta, dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal-estar corporal, falta de apetite, dores de cabeça e manchas vermelhas no corpo, entre outros. O país apresentou mais de 6,4 milhões de ocorrências em 2024, com cerca de 6 mil mortos. No ano em curso, de acordo com dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses, já foram registrados 401.408 casos prováveis de dengue e mais de 160 óbitos confirmados, além de outros 387 sob investigação. Como se vê, a situação é muito séria e exige um esforço comum entre o poder público nas três esferas e a sociedade civil, que tem a responsabilidade de colaborar com as autoridades no sentido de restringir a proliferação do agente transmissor. Este é o típico caso em que cada um deve fazer a sua parte para que o objetivo comum possa ser alcançado.

Diante dessa informação auspiciosa, o que se espera é que a coletividade adira à campanha de vacinação, uma vez que, como se tem verificado, grassa a desinformação sobre o assunto. A saúde é um bem supremo e todas as formas de preservá-la merecem nosso apoio.