Uma ação em conjunto da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) e do Ministério Público estadual acabou apreendendo duas toneladas de materiais falsificados com a marca do festival de música Rock in Rio. A operação ocorreu na quinta-feira no Rio de Janeiro. Entre os itens confiscados estão milhares de copos, camisas, chapéus e bonés, confeccionados para serem comercializados durante o evento. Esse material foi descoberto por meio de informações de inteligência, o que evidencia que as autoridades precisam se reinventar sempre para enfrentar o crime organizado.
Tal tipo de situação, infelizmente, ocorre diariamente no país. Produtos piratas são oferecidos nas ruas das grandes cidades a preços atrativos. Mas nem mesmo os lares ficam livres desse comércio ilegal. De acordo com um levantamento da Aliança Contra a Pirataria de Televisão Paga (Alianza), mais de 16 milhões de domicílios brasileiros consomem conteúdo pirata cotidianamente. Tais aquisições implicam perdas gerais para a coletividade. Entre os motivos, podemos arrolar o fato de que os produtos não são fiscalizados, podendo colocar em risco a saúde dos usuários e, principalmente, de crianças, tanto por seus componentes quanto por eventuais substâncias tóxicas em sua composição. Outrossim, não se pode esquecer que esse varejo irregular não recolhe tributos, o que diminui os recursos nos cofres públicos para saúde, educação, saneamento, transporte público, entre outros pontos. Além da concorrência desleal com os comerciantes legalmente estabelecidos, esse lucro fácil costuma servir para capitalizar o crime organizado e, assim, financiar outros delitos, como o tráfico de drogas e assaltos a banco.
Diante dessa realidade em que a população contribui de forma indireta para fortalecer a atuação de grupos delituosos, urge que haja campanhas de esclarecimentos sobre os perigos que envolvem essas compras aparentemente inocentes. Além disso, denúncias pelos canais próprios são bem-vindas para ajudar no trabalho das forças policiais.